Alimentação da mãe e cólica no bebê
Estou amamentando e gostaria de saber quais alimentos causam cólica no meu bebê.?
“As cólicas dos recém-nascidos se originam do processo digestivo da lactose, proteínas e outros nutrientes contidos no leite. Apesar de ser um assunto bastante controverso, alguns médicos e nutricionistas acreditam que alguns alimentos ingeridos pela mãe, tais como alguns vegetais folhosos e as leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, soja) possuam influência direta na produção de cólicas pelos bebês. Lembre-se de que as cólicas são consequências da maturação intestinal. Por mais que causem desconforto e preocupação aos pais, significam a formação de bactérias intestinais que ajudam na absorção de nutrientes e na produção de algumas vitaminas do complexo B”, explica Patrícia Oliveira, nutricionista do Bio Menu.
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Diet e light para grávidas
Tenho tendência a engordar e gostaria de saber se posso consumir alimentos diet e light agora que estou grávida.?
"O uso de produtos light e diet deve ser supervisionado durante a gravidez, pois não existem estudos que comprovem que são seguros nesse período. Evite os que têm edulcorantes, como sacarina, ciclamato e aspartame. Prefira estévia ou sucralose. Em relação aos alimentos denominados light ou diet, é necessário um esclarecimento: o produto diet é aquele que não possui determinado nutriente em sua composição; já o light apresenta redução mínima de 25% em alguma de suas substâncias. Não necessariamente esse componente ausente ou reduzido é o açúcar. Podemos ter redução ou exclusão de outros ingredientes, como sódio e gordura. Como essa informação nem sempre está clara nas embalagens, é importante ler o rótulo dos produtos atentamente. O ideal é manter uma alimentação balanceada e acompanhamento médico e nutricional e praticar atividade física",
"Meu filho não mama mais no peito"
Durante o período em que vou trabalhar, meu bebê se alimenta por meio da mamadeira, e desde então ele não quer mais mamar no peito. O que posso fazer para voltar a amamentar meu filho?
“Isto é muito comum quando a mãe volta ao trabalho e o bebê recebe mamadeira. Como nesta última, a forma de mamar é bem mais fácil, o bebê acaba optando por não querer mais o peito. Nestes casos, o certo seria a criança receber o leite pelo copinho (veja o copo ideal e a técnica correta em www.copobebe.com).
Para voltar a amamentar o pequeno (relactação), a mãe deve parar imediatamente com a mamadeira e procurar ajuda de profissional com capacitação em amamentação, geralmente encontrado em bancos de leite humano”, explica o pediatra Luciano Borges, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Dificuldades de amamentação
"Meu filho só quer mamar em um peito. Isso pode ser um problema?"
Mamar em apenas um seio não irá acarretar problemas para o bebê. “Na verdade, apenas uma mama é suficiente para alimentar um bebê de forma exclusiva (só peito e mais nada) até os seis meses e depois de forma complementada, com alimentos saudáveis, até pelo menos 2 anos. Não é a toa que amamentar gemelares é totalmente possível, é como se uma mama fosse "de reserva". Portanto, não há problemas para o bebê em mamar apenas uma mama. Alguns costumam preferir a esquerda, pois fica mais próximo do coração e o som dos batimentos poderá lembrá-lo da vida intrauterina e acalmá-lo. Para a saúde materna, não há grandes repercussões, entretanto esse processo poderá resultar em assimetria, de tal forma que a mama estimulada provavelmente terá tamanho diferente da contralateral. Além disso, a falta de estímulo certamente resultará em baixa ou ausência de produção láctea da mama em questão. A situação ideal é que o bebê tenha as duas mamas à disposição, pois em caso de intercorrências mamárias (fissuras, mastites, etc), havendo necessidade de repouso provisório, o aleitamento poderá ser mantido com a mama sadia. Desta forma, o ideal é que a mãe que está vivendo este tipo de situação procure seu pediatra, que deverá ter capacitação e experiência em dificuldades da amamentação, para que o mesmo possa fazer uma avaliação mais completa e orientá-la adequadamente para que ambas as mamas sejam igualmente utilizadas”,
Aleitamento materno
"Vou voltar a trabalhar e quero continuar amamentando meu filho. Qual o melhor momento para realizar a retirada o leite?"
Primeiramente, é importante que a mãe consulte o pediatra para que ele possa orientá-la e acompanhá-la sobre como proceder para manter a amamentação. Assim, você poderá continuar alimentando o seu bebê com o seu leite de forma segura, mesmo tendo que ficar longe dele. “Nos últimos 15 dias da licença, a mãe pode começar a retirar o seu leite e estocá-lo no freezer ou congelador, de preferência em pequenas quantidades, para que haja um estoque pronto a ser dado ao bebê quando ela começar a trabalhar. A mãe pode amamentar em uma mama e coletar o leite na outra. Também, pode retirar o leite e depois amamentar seu bebê-- a sucção dele é mais eficiente para extrair o leite. Ela pode fazer a retirada mais de uma vez ao dia, conforme a quantidade de leite extraída. Ressalto a importância de consultar o pediatra ou um profissional da saúde que tenha habilidade em orientar a ordenha, com técnicas de higiene adequadas, e como armazenar o leite”, explica a pediatra Silvana Nader, Secretária do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Outra estratégia as mães que voltam ao trabalho poderiam tentar é deixar os horários mais flexíveis para que possam amamentar. “Leve o bebê pequeno com você ao trabalho, ou peça para alguém levá-lo até você para ser amamentado. Converse com seu chefe sobre a possibilidade de ter maior flexibilidade nos horários de trabalho, como chegar mais tarde e sair mais cedo. Explique ao seu patrão e a seus colegas a importância de amamentar, explique especialmente que o leite materno protege seu filho, que ficará menos doente, e que, assim, você faltará menos ao trabalho e estará mais contente. Explique tudo isso, também, aos seus familiares”, diz Nader.
Alimentação do bebê
"É um problema dar alimentos batidos e não em pedaços para o bebê?"
“A partir dos seis meses de idade quando, se tudo foi perfeito, é feita a introdução de outros alimentos, além do leite materno ou da fórmula, a comida deve ser oferecida em colher. Para tanto, a recomendação é que as papas sejam amassadas com garfo, evitando-se o uso da peneira ou liquidificador. Assim, ocorre um estímulo para a mastigação que não acontece quando se oferece purês, favorecendo a aceitação de novos alimentos posteriormente. Quando estiver próximo deo bebê completar um ano, a comida deve ser colocada de modo individualizado no prato, semelhante à dos adultos, em pequenos pedaços. Se não houver estímulo à mastigação, a tendência é a criança sugar da colher e engolir os pedaços”, explica o pediatra e nutrólogo Fábio Ancona Lopez, professor da Universidade Federal de São Paulo.
Oferta de alimentos
"Existe algum alimento que devo oferecer primeiro ao meu filho? Há frutas que não são recomendadas para bebês?"
“Não existe qualquer restrição, nem preferência. Todas as frutas podem ser oferecidas. Só é importante que a tolerância individual seja testada e respeitada”, explica o nutrólogo Carlos Alberto Nogueira, membro da Associação Brasileira de Nutrologia.
Dieta saudável para a lactante e o bebê
O consumo de cereais por parte da mãe durante a amamentação pode causar cólicas no bebê?
A alimentação da mãe pode estar ligada à cólica do filho, mas o alimento que causa o problema varia de acordo com a criança. “Primeiramente, todos os bebês com menos de três meses têm cólicas, alguns mais, outros menos. Quando o bebê tem muita cólica, a primeira medida que tomamos é acalmar a mãe. Depois, tentamos massagens e sugerimos colocar o bebê em posições confortáveis para ele. Apenas após feito tudo isso, vemos a questão dos alimentos. Geralmente é o consumo de algum item em exagero que causa a dor. Por exemplo: a mãe ouve dizer que o leite de vaca ajuda a produzir mais leite e então começa a beber em demasia. Eventualmente, conseguimos separar algum alimento que causa a cólica, após testes, e frequentemente este alimento é o leite de vaca. O cereal não é o primeiro alimento que tiramos da dieta, ele é fácil de digerir. Nunca li nenhuma pesquisa sobre os cereais causarem mais cólicas em bebês. Porém, eventualmente pode acontecer, já que cada caso é diferente do outro”, explica o pediatra Luciano Borges, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Quando seu filho tiver cólicas, evite amamentá-lo durante este período. Também procure o pediatra de seu filho para saber como devem ser feitos os testes com os alimentos.
Mamada cruzada
Tenho bastante leite, mas minha filha ainda não consegue sugá-lo. Ouvi dizer que deixasse meu bebê mamar em outra mulher ele aprenderia como fazer a sucção e eu ainda esvaziaria meus seios ao amamentar o bebê da outra pessoa. Por isso, gostaria de saber se posso realizar a “mamada cruzada”, quando uma mulher amamenta o filho de outra?
No dia a dia esta prática não é recomendada. “A chamada ‘mamada cruzada’ pode ser realizada em situações nas quais existe o risco de o bebê ficar desidratado caso não mame”, explica o pediatra Luciano Borges, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Se a mãe tiver muito leite nos seios, seu filho ainda não conseguir mamar e ela não for capaz de ordenhar este leite, pode procurar ajuda profissional. “O banco de leite é um ótimo lugar para elas irem, pois lá vão receber atendimento para esvaziar os seios, já que se trata de um local de apoio à amamentação”, conta Borges. O principal risco da “mamada cruzada” são as infecções, que podem ser transmitidas tanto para o bebê quanto para a mulher que amamenta. “Os vírus do HIV e do HPLV, que causa alguns tipos de câncer, são os principais que podem ser transmitidos durante a amamentação”
Pode ou não pode comer?
"A grávida pode consumir carnes frias, como presuntos, peito de peru, entre outros?"
Este consumo não deve ocorrer com muita frequência. “Estes itens popularmente conhecidos como ‘frios’ levam muito sal, além de substâncias conservantes em seu processo de fabricação”, explica a nutricionista Vera Barreto, conselheira e vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª região. E vale lembrar que o excesso de sal promove retenção de líquido, gerando inchaço, e aumenta a pressão arterial, o que é potencialmente perigoso na gestação.
Nutrição infantil
A partir de qual idade posso dar leite fermentado para o meu filho? Quais os benefícios para a saúde dele?
Isso depende de cada criança. “Nos primeiros seis meses de vida, a alimentação deve se constituir exclusivamente de leite materno e, se possível, o ideal é estender a amamentação durante todo o primeiro ano de vida do bebê. A utilização de leites fermentados deve ser individualizada, isto é, após consulta ao médico ou ao nutricionista que determinará em cada caso a real necessidade do consumo. Produtos alimentícios contendo probióticos podem contribuir para o equilíbrio da flora intestinal, desde que a quantidade mínima viável de probióticos respeite os valores estabelecidos para produzir o efeito benéfico. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis”, diz a nutricionista Vera Barreto, conselheira e vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª região.
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